Silêncios de Luz
Trabalho a uma
velocidade de obturação baixa, correndo o risco de trair a nitidez das imagens
ao não me agrilhoar às exigências impostas por um tripé. Mas a verdade é que
prefiro a liberdade de agir naquele
ápice em que os raios solares projetados no interior de uma divisória se configuram noutras geometrias e gradações.
Espaços interiores
situados em andares ou rentes ao solo, vazios, mas não sem nada: e, sim, com
silêncios de luz dentro, ainda
repercutindo as vozes dos homens, misturadas com os berros, os
silvos e os zumbidos das máquinas
ausentes. A par de outras sonoridades inarráveis que o vento, por muito
impetuoso, não logra arrastar para longe.
Renato Monteiro
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