segunda-feira, 1 de abril de 2019
Natural do Porto, viveu em Lisboa. A par da carreira de professor de História no ensino secundário dedicou-se, a partir da década de 80, a projetos fotográficos centrados na vida quotidiana em espaços citadinos ou rurais. Em Lisboa, fotografou áreas que foram submetidas a reconfigurações urbanísticas, como a erradicação dos bairros de barracas da Musgueira e da Quinta Grande, a metamorfose ocorrida na zona oriental destinada à Expo 98, ou a Ribeira das Naus. Prosseguindo com um projeto sobre o rio Tejo, procurou fixar da nascente à foz os diversos aspetos identitários, geográficos e humanos. Expôs com regularidade e publicou álbuns: "Metamorfose", Exposição Mundial de Lisboa, 1998; Olhar a Obra, in "Estação do Oriente", Centralivro,1998; "Eram Margens da Minha Cidade", catálogo da exposição nos Paços do Concelho de Lisboa, 2001;" Luz", álbum e exposição na galeria da EDIA, Beja, 2002; "Artes do Mar", edição da Junta de Freguesia da C. da Caparica e exposição no Convento dos Capuchos, 2005. Outras exposições: "À Luz da Memória", Monsaraz, 2003; "Ciganos do Sul", Padrão dos Descobrimentos, 2008, "Metamorfose", Ministério das Finanças, 2008; "20 sentados 28 de pé", Galeria da Colorfoto, 2012
terça-feira, 19 de março de 2019
"Posto isto, o substantivo feminino foto (redução de fotografia) pode apresentar vários diminutivos, consoante os sufixos usados, sendo todos femininos: uma foto - uma fotinho, uma fotozinha, uma fotito, uma fotozita. Não há muitos substantivos femininos terminados em o (para além de foto e tribo, a lista inclui expo (redução de exposição), imago, libido, moto, virago e pouco mais) e o seu uso no grau diminutivo não é dos mais frequentes, o que justifica as hesitações e, por vezes, as incorreções de alguns
falantes."
sexta-feira, 15 de março de 2019
LISNAVE ( Todas as captações deste blog foram feitas em Janeiro de 2013)
Silêncios de Luz
Trabalho a uma
velocidade de obturação baixa, correndo o risco de trair a nitidez das imagens
ao não me agrilhoar às exigências impostas por um tripé. Mas a verdade é que
prefiro a liberdade de agir naquele
ápice em que os raios solares projetados no interior de uma divisória se configuram noutras geometrias e gradações.
Espaços interiores
situados em andares ou rentes ao solo, vazios, mas não sem nada: e, sim, com
silêncios de luz dentro, ainda
repercutindo as vozes dos homens, misturadas com os berros, os
silvos e os zumbidos das máquinas
ausentes. A par de outras sonoridades inarráveis que o vento, por muito
impetuoso, não logra arrastar para longe.
Renato Monteiro
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